Vem agora, vem me mata, realiza teu maior anseio, tira-me o que Deus me deu.
Coragem. Enfia essa faca em meu peito, esgana-me, destrói-me.
Anda, estou sem forças, sem luz verde, sem meu porto.
Essa é a hora.
Dança na minha dor.
Vamos! Covarde, você nunca conseguirá, nunca levantará a mão para quem tanto te acolheu.
Somos unha e carne, céu e estrelas.
Dependemos um do outro, mate-me que também começará a desmoronar como minha vida.
Não és nada para mim, apenas um reles verme de meu baú.
Agora nada mais importa.
J. Manoel Queiroz
01.setembro.2009

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